segunda-feira, 11 de maio de 2009









Com a passagem do Monsieur François d´Agay por esta capital, o assunto "Saint-Exupéry em Natal", voltou à mídia e deixou muito mais dúvidas do que as que já se tinha a respeito.
Não tenho a pretensão de ser o dono da verdade,mas a cada fato novo que se apresenta me impulsiona a ir em frente nessa busca.
Os elementos que disponho, há anos de pesquisa,não são suficientes para me convencer da passagem dele por aqui.
O depoimento de Rocco Rosso, que me deu fotografias como sendo do aviador em NATAL, foram submetidas ao Monsieur François, que imediatamente adiantou não se tratar de Saint-Exupéry.
Há alguns anos,procurei por pessoas que se diziam ter estado com o aviador aqui na cidade.O jornalista Nilo Pereira, D. Nati Cortez, D. Severina Alves Barbosa e D. Nair Tinoco,infelizmente foram informações contraditórias e pouco convincentes.
Hoje, estou no aguardo de dois fatos que, poderiam acabar de vez com esta polêmica.

A edição do livro do fotógrafo João Alves de Melo, cujo filho afirma ter foto de Saint-Exupéry em Natal e a permissão da família de D. Amelinha Machado, para que se faça um exame na galeria de fotos antigas que existem no casarão, onde ela dizia, ter almoçado e fotografado o escritor-aviador.
Essas duas oportunidades poderão evidenciar, se é fato, ou apenas uma lenda.


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Um dia para ficar na memória...


Monsieur François d´Agay foi recebido no auditório da Aliança Francesa. Relatou vários aspectos da vida do famoso tio, inclusive, os quatro acidentes sofridos por ele durante a vida de aviador, e respondeu a todas perguntas feitas pelos presentes sem qualquer enfado.

"Ele não escreveu um romance,mas sim histórias de vida",disse ele.

Sobre as fotos que o Sr. Rocco Rosso havia me cedido,imaginando que seria Saint-Exupéry,não tenho mais dúvidas, Monsieur François me confirmou não se tratar do seu sobrinho Antoine.

Presentiei a ele o meu livro ,'SAINT-EXUPÉRY NA AMÉRICA DO SUL', e ele muito gentilmente, me prometeu ler e responder comentando.
Foi um encontro longo,muito agradável ,e ninguém sentiu cansaço.
Em seguida foi servido um coquetel aos presentes.

Uma visita de grande peso para a nossa cidade e para todos os Norte-Rio-Grandenses.

Mais um registro do encontro com Monsieur François


Monsieur D'Agay,a tradutora,a escritora e designer Sheila Dryzun,autora dos livros:"O Pequeno Príncipe Me Disse" e "Antoine de Saint-Exupéry: A História de uma História",o poeta e presidente da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras Diógenes da Cunha Lima,o artista plástico Dorian Gray Caldas e o escritor Pery Lamartine.
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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Monsieur François d' Agay

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Monsieur François d'Agay
Sobrinho e afilhado do escritor-aviador Saint-Exupéry,célebre pela sua obra "O Pequeno Príncipe",esteve esta semana aqui em Natal.
Filho da irmã mais nova do escritor,e fascinado com as histórias que ouvia do tio quando criança, sobre a América do Sul e de algumas cidades do Brasil,como Rio de Janeiro e Florianópolis,logo cedo despertou nele o desejo vir até aqui e visitar todas elas.
" Adoraria conhecer o País inteiro",disse D'Agay.
Já se encontrava no Rio de Janeiro nas comemorações de aniversário da presença da França no Brasil quando aceitou o convite da Prefeitura de Natal .
Sua presença aqui entre nós muito nos honrou .



terça-feira, 5 de maio de 2009

Nossa Senhora do Ó

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A Freguesia de Nossa Senhora do Ó foi criada pelo poder episcopal com sede em Pernambuco , no dia 1º. de setembro de 1858, pela Provisão no. 406, sendo hoje dependente de Caicó.

A Igreja local teve a sua construção iniciada em agosto de 1735.

Em 1774, Manoel Pereira Monteiro e seus filhos resolveram demolir a Capela e erigi-la em outro lugar, com bases mais sólidas. Para isso mandaram vir de Portugal, o artista João Isidoro , que traçou o plano da nova igreja e Tomás de Aquino que foi o mestre das pinturas e desenhos. Resultou na igreja que está até hoje em Serra Negra.

Informações colhidas junto ao historiógrafo Olavo de Medeiros Filho sobre a imagem de Nossa Senhora do Ó, mostram que "ela" existiu na Igreja, foi roubada em junho de 1974, e que teria sido doada pelo Coronel Francisco Antônio de Medeiros, da Fazenda Umari da ribeira do Quipauá, em sinal de regozijo pelo fato de seu filho, Pe. Sebastião Constantino de Medeiros, haver sido designado vigário da nova freguesia.
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domingo, 3 de maio de 2009

Enchentes no Espinharas



Neste ano de 2009 repetiu-se em Serra Negra a mesma enchente que ocorreu no ano de 1934, quando as águas do rio invadiram a cidade deixando os moradores da “rua de baixo” em situação de emergência.

Naquele dia em fevereiro de 1934 o rio estava indomável.
O mês quase terminando e nada se modificava.
À tarde, as águas baixaram um pouco para amanhecer no dia seguinte “pelas barreiras”.
O tempo preparou-se para o lado do Sul com o horizonte “encastelado”. A tardinha, relâmpagos e trovões emendaram desde o Nascente até quase o Poente passando pelo Sul, sem parar um só minuto!
Lá pelas 7 da noite, a chuva chegou acompanhada de vento forte e, permaneceu inalterada, até à madrugada com pancadas mais fortes e mais fracas alternando-se. Percebia-se que o “grosso” daquele temporal estava em cima das cabeceiras do Espinharas.

Quando o dia amanheceu, embora a chuva tivesse passado, as águas do rio subiam de minuto à minuto, já ameaçando a parte baixa da cidade, exatamente onde se situa a Igreja de N.S. do Ó, o Grupo Escolar (hoje Casa da Cultura Oswaldo Lamartine), a rua de baixo onde existia o sobrado do velho Leônidas.
Durante a madrugada, os moradores dessas casas, tinham saído em retirada carregando o que podiam para a parte mais alta em busca de abrigo.
Durante todo o dia, o céu continuou encoberto,mas sem chuva, porém era visível o aumento dos níveis da água.
A correnteza no meio do rio era tão forte que parecia um mar revolto. Constantemente se via passar flutuando tudo que o rio conseguia levar com sua força.
Eram árvores, melancias, animais e até casas arrancadas pelos esteios.
A garotada que se divertia pegando melancias "a nado",dessa vez, faltou coragem de arriscar na brincadeira.
O riacho do açude de Cacimbas teve as suas águas represadas pela força do rio. Bem atrás da igreja, e à certa altura a água já invadia o templo, assim como também a Intendência (Prefeitura).
A Cadeia Pública ruiu, sem nenhum dano mais sério, pois naquele dia não havia ali nenhum detento, assim como nos fundos das casas da rua de baixo.
O nível das águas, atingia uma altura nunca registrada na cidade,chegando até ao coreto do centro da praça.
O momento era crítico e preocupava a todos, especialmente porque as águas não paravam de subir e o "ronco do rio" apavorava, parecia uma fera enraivecida preparando o ataque.
A população cada vez mais assustada tentava se abrigar em lugares mais seguros.
E de onde menos se esperava surgiu o herói do dia, o 'velho Leopoldo'.
Com sua fragilidade, mas com a sabedoria e serenidade dos que já aprenderam muito com a vida,enfrentou o aguaceiro com a sua canoa, navegando pelo meio da praça conseguiu resgatar e ajudar a todos àqueles que necessitavam de socorro.
E assim a cidade sobreviveu a esse susto grande da fúria da natureza mas felizmente com poucos prejuízos.

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sexta-feira, 1 de maio de 2009

.......Serra Negra - Grandes Vaqueiros......

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Grandes "vaqueiros do passado" em Serra Negra


1 - Antonio Votim - Fazenda Bom Sucesso.

2 - Cícero Belo - Fazenda Rolinha.

3 - Epaminondas - Fazenda Rolinha.

4 - Erasmo Goteira - Fazenda Cacimbas.

5 - Família dos Donatos - Fazenda Logradouro.

6 - Hilário Dantas - Fazenda Carcará.

7 - Inácio Gago - Fazenda Saudade.

8 - Luiz Dias - Fazenda Arapuá.

9 - Manoel Inácio - Fazenda Carnaúbas.

10 - Manoel Monteiro - Fazenda Barro Vermelho.

11 - Rafael Alexandre - Fazenda Trapiá.


Grandes "fazendeiros ensaiadores heróis" nas vaquejadas.


1 - Clovis Lamartine de Faria – Fazenda Cacimbas.

2 - Guilherme José da Silva – Fazenda Trapiá.

3 - José Bernardo Mariz – Fazenda Solidão.

4 - José Honorato – Fazenda Abernar.

5 - Lafayete Monteiro de Faria – Fazenda Carnaúbas.

6 - Artéfio Bezerra da Cunha – Fazenda Bom Sucesso.

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E estes homens foram os responsáveis pelo desenvolvimento da criação nas fazendas no município de Serra Negra do Espinharas.

Não podem ser esquecidos...

Para mim estes aí ficarão na história daquela região selvagem e espinhosa mas de tanta beleza.

Na hipótese de haver omitido alguém, me perdoem e por favor entre em contato para ser incluído.


Eles merecem.

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