segunda-feira, 2 de novembro de 2009

AVIADORES QUE FIZERAM HISTÓRIA IX


Primeira turma de alunos do comandante Petit na Escola de Aviação do Aero-Clube do Rio
Grande do Norte- 1930
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COMANDANTE DJALMA PETIT


Em 1928 na inauguração do Aeroclube do Rio Grande do Norte-Djalma Petit ao lado do Governador do Estado Juvenal Lamartine

Djalma Petit,o observador uruguayo e o comandante Depeker

no campo do Aeroclube do Rio Grande do Norte



Djalma Fontes Cordovil Petit, nasceu no Rio de Janeiro a 12 de janeiro de 1899. Fez o seu curso de aviador na Escola de aviação Naval no Rio de Janeiro. Andou pela França fazendo curso de aperfeiçoamento; desse período da sua vida quase nada se encontrou.


No livro HISTÓRIA DA AVIAÇÃO NO RIO GRANDE DO NORTE – Editora Universitária – Natal – Setembro de 1974, da autoria do Dr. Paulo Pinheiro de Viveiros, consta esta Nota:

“Manoel Vasconcelos era professor de Aeronáutica da Escola Naval.Havia chegado da Inglaterra onde fizera estudos de aviação e se diplomara, servindo, no último ano da Primeira Guerra na R.A.F.

Logo que retornara em 1919, o Alm. Alexandrino de Alencar lhe confiara a organização técnica da Escola de Aviação Naval; seu primeiro trabalho fora a organização do Regulamento da Escola, em caráter taxativo, que os dois melhores alunos de cada turma, anualmente diplomados, teriam um prêmio de viagem, estagiando na Europa ou nos Estados Unidos.

Djalma Petit fora um dos dois primeiros alunos beneficiados e foi servir na célebre Esquadrilha das Cegonhas, com sede em Strasburg, depois de ter cursado a Escola de São Rafael, no sul da França.
Regressando ao Brasil, ligou-se à agitação revolucionária da época e, fracassado o movimento, foi preso. Era a célebre revolta Protégenes.

Solto, foi orientado por Vasconcelos que o convidou a vir para Natal, livrando-se assim do carregado ambiente carioca e de possíveis perseguições. “


O Aeroclube do Rio Grande do Norte, fundado pelo Governador do Estado Dr.Juvenal Lamartine, Fernando Pedroza e seu primo Manoel de Vasconcelos, necessitava urgentemente de um instrutor.

O clube já tinha sede própria e pista de pouso e aviões, foi aí que surgiu a oportunidade de Petit vir para Natal, servir ao Governo do Estado com a dupla missão, de também dar aulas na Escola de Vôo do Aeroclube.


Petit chegou a Natal no dia 31 de março de 1928 já no posto de Capitão-Tenente aviador da Marinha brasileira, tendo sido o primeiro instrutor do Aeroclube do R.G. do Norte.

Chegou e foi logo assumindo o cargo de instrutor.

Durante a sua permanência nesta capital dinamizou bastante às atividades aéreas, iniciou os preparativos necessários para o início das aulas que só foi possível no ano seguinte.

Os aviões ( duas unidades, chamados “Blue-bird”) já haviam chegados pelo porto de Recife e Djalma Petit providenciou a vinda deles voando para Natal. A princípio,ficaram estacionados no campo de Parnamirim, Base da Air France.


Foi o primeiro piloto a pousar na pista do Aeroclube com um dos dois aviões do Clube.Preparou uma turma de novos pilotos que em fevereiro de 1930 já haviam concluído o curso(*).

Colaborou com o Governador do Estado na localização e construção de alguns campos de pouso nos principais municípios, inaugurando a todos. Pilotava os aviões quando o Governador necessitava de visitar alguma localidade, como foi o caso da visita à Fortaleza e Mossoró,fez a missão de resgate de dois pilotos uruguaios que se acidentaram na cidade de Santo Antonio e assim tornou-se o homem de confiança das autoridades estaduais.


Petit permaneceu em Natal até a revolução de 30.

Foi aí que ele se revelou o revolucionário enrustido que era, sequestrando o único avião do Aeroclube ( o outro avião havia se acidentado com Edgar Dantas), voando nele para o Rio de Janeiro, jogando panfletos revolucionários sobre algumas capitais.

Confirmou o seu espírito revolucionário que trouxe da França, quando se envolveu com a revolta Protégenes no Rio de Janeiro.

O Governo Revolucionário encerrou as atividades aéreas do Aeroclube do Rio Grande do Norte, só retornando em 1942 no período da 2ª. Guerra Mundial.

Petit, faleceu em São Paulo no dia 24 de abril de 1934, durante uma demonstração de vôos acrobáticos, pilotando um avião de caça Boeing 256.

Tido como um dos bons aviadores da Marinha brasileira, frequentemente era convidado a participar de “shows’ aéreos em eventos oficiais.


(*) A primeira turma de aviadores preparada pelo Comandante Petit, concluída em 1930:

Fernando Pedroza, Eloi Caldas, Aldo Cariello, Plínio Saraiva, Octávio Lamartine e Edgar Dantas. Este último recém-formado aviador faleceu num acidente aéreo nas comemorações do encerramento do curso.

“O avião é ave familiar nos céus potiguares.

A propaganda de Natal, cidade do avião, é feita pelos aviadores. O Ministro Victor Konder (da Viação), chamou-a de ‘cais da Europa’.

O Aeroclube tem sua finalidade lógica.

Não é um clube de jogo, nem exclusivamente de danças. Visa a divulgação do avião como elemento de aproximação econômica do ligamento diplomático e comercial, de anulador das distâncias. O Aeroclube tem cumprido seu dever social.

A sua Escola de Aviação é uma afirmativa moderna”.
Luis da Câmara Cascudo-Jornal "A Notícia" /Recife-Pe


Fonte: Google

Fotos obtidas na Revista "A Cigarra"


6 comentários:

  1. Alfredo A. Petit7 de abril de 2010 15:36

    Como filho do aviador Djalma Petit, agradou-me ver suas observações sobre ele. Sugiro corrigir a data de nascimento para 12 de maio de 1899, o de falecimento para 22 de abril de 1934, no Campo de Marte, em São Paulo, no 1° Congresso Brasileiro de Aeronáutica, à frente da 1a. Esquadrilha Acrobática em grupo, da Aviação Naval. Saudações
    Alfredo Aché Petit
    achepetit@hotmail.com

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  2. Em Alagoinhas, meu pai aparece como Sargento Petit, e não consigo contactar o site, para corrigir.
    achepetit@hotmail.com

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  3. A primeira aviação militar, foi da Marinha, que criou a Aviação Naval, sob direção do Almirante Protógenes Guimarães. Todos os seus primeiros aviadores, eram Sargentos-aviadores-navais.a patente de Capitão era comissão e foi obtida por participação na revolução de 30. Nenhum fez a escola de oficiais e por isso, na farda de gala não existia o LAÇO DE NELSON, no punho. Informou izidropiloto@oi.com.br

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  4. Há erros nessa informação de 10 de junho de 2011.
    Alfredo Aché Petit

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  5. Continua o equívoco na data de falecimento de meu pai, os jornais da época a confirmam, foi em 22 de abril de 1934, no Campo de Marte.
    Essa de ser Sargento não parece correta. Em todas as fotos da época, meu pai está com as divisas de Capitão-Tenente na manga, depois Capitão~de~Corveta, todas com a Volta de Nelson de Oficial.
    Saudações.

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  6. Saudações
    Meu nome é Lúcia Helena Ferraz Pinheiro e sou neta do piloto José Parente de Barbosa Pinheiro, o Pinheiro, que trabalhou na Aeropostale de Natal, Rio de Janeiro, Santos e Porto Alegre. Muito feliz em ler essas biografias heroicas neste blog. Tem alguma informação do meu avô? Obrigada!

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