quarta-feira, 9 de março de 2011

TIMBAÚBA VII

Ilustração de Dorian Gray


A LAVOURA


A década de 1860/70 foi de grande atividade política, na Província. Destacaram-se, nesse período, as lideranças de Amaro C. Bezerra Cavalcanti e do Coronel Bonifácio F. Pinheiro da Câmara.
            “Fora do terreno político, a vida na Província seguia o seu curso natural, em perfeita calma e normalidade. Apesar de lento, o progresso era estável e seguro; por ocasião da guerra civil nos Estados Unidos, quando os preços do algodão(1), subindo exageradamente, provocaram  o aumento da produção dessa fibra. 
Neste período, dois outros fatores também tiveram grande repercussão na vida do sertanejo: - dois anos de seca (1860 e 1870) os demais escassos, perturbando a economia do homem do sertão.  
- Um surto de cólera, dizimando a população, atingindo quase todas as famílias, especialmente as do interior (2).

            Apesar desses trágicos acontecimentos, os altos preços alcançados pelo algodão incendiaram os sertanejos, deflagrando praticamente a implantação dessa lavoura, na Província, a qual até então só cuidava do seu expressivo rebanho bovino.  
            Esses fatos também atingiram a Fazenda Timbaúba, fazendo com que o seu proprietário plantasse os primeiros roçados nas várzeas do rio do Espírito Santo (Barra Nova). Praticamente é dessa época o início da nova atividade.
  A partir daí, passou-se a plantar também o milho, o feijão macassa, a mandioca manipeba, no meio do algodoal.
 A lavoura do algodão tomou grande impulso no início do Século, já na gestão de Zuza Gorgônio, com o uso da semente do algodão Mocó e das primeiras máquinas agrícolas de tração animal (cultivadores).

 Do ponto de vista agrícola, a Fazenda Timbaúba tornou-se uma das mais importantes de região, pela riqueza de suas terras de aluvião, assim como pela qualidade do algodão produzido.  Era auto-suficiente em cereais (milho, feijão), além de produzir frutas, cocos e batata doce.  Tinha bons moradores, alguns deles vindos do Brejo da Paraíba, especialistas em lavoura de subsistência, assim como grandes plantadores de vazantes, nas areias do rio.
(1)            Tavares de Lira – obra citada.
(2)            Guerra/Phelippe e Teófilo – “Secca contra Secca – Edição Fundação Guimarães Duque- Coleção Mossoroense ESAM Vol XXIX (Treceira Edição) p.


Nesse período a Fazenda Timbaúba dispunha de uma ótima equipe de “moradores” (colonos), que não poderia deixar de citá-los, pela importância com que desempenharam na fazenda as suas funções, com hombridade e zelo. As famílias “brejeiras” do Sr. David e Sr. João Fonfon, e os respectivos filhos, a família dos Libânios, dos Tomaz, seridoenses dalí mesmo e, os vaqueiros Zé Gordinho e  Zé Chico. Esses auxiliares sob as ordens de D. Nanú, fizeram daquela fazenda exemplo de uma propriedade modelo da época

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